quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Teoria da deriva dos continentes

TEORIA  DA DERIVA DOS CONTINENTES

É  uma ideia bastante antiga e cujo intuito era explicar o paralelismo das margens ocidentais e oriental do Oceano atlântico.
A teoria da deriva dos continentes deve-se a  Alfred Wegner (1912) meteorologista alemão.
Segundo ele o globo terrestre consistia  num super-continente designado por Pangea, rodeado por um único oceano- Pantalassa.
Pangea- ter-se-á fragmentado em enormes blocos:
1.      A Norte, o continente- Laurásia (América do Norte, Europa e Ásia);
2.      A Sul, o continente- Gondwana (América do Sul, África e Austrália, India e Antarctida), formando os continentes e assumindo as posições que actualmente ocupam.

Causas do desmembramento do Pangea e a deriva dos respectivos blocos continentais:
1.      Força centrifuga, resultante do movimento de rotação da terra.
2.      A força de atracção exercida pelo sol  e pela lua sobre o planeta terra.
Argumentos apresentados por Wegner em defesa da sua teoria:
1.      Argumentos topográficos;
2.      Argumentos geológicos;
3.      Argumentos peleoclimáticos;
4.      Argumentos paleontológicos;

Criticas à teoria de Wegner
1.      Os argumentos por si apresentados em muitos dos casos aparecem inconclusivos;
2.      A intensidade das forças centrifugas e da atração luminoso-solar não parecem ser suficientes para provocar a fracturação do supercontinente (Pangea) e posterior deslocamento dos blocos continentais;
3.      Segundo as pesquisas na altura, relatam que  o material que forma a crusta não era susceptível de ceder a desmembramento.

Tectónica das placas
Trata-se de uma grandiosa hipótese que consegue dar uma interpretação coerente de numerosos factos como a translação dos continentes, a expansão do fundo dos oceanos, as cristas submarinas, as fossas abissais, as cordilheiras de montanhas, a actividade sísmica e vulcânica, etc.
Admite-se que a superfície terrestre seja formada por uma série de placas bastante rígidas, mas relativamente delgadas, de cerca de 100Km de espessura.

Principais placas tectónicas
Maiores: África, Australiana-Indiana, Antárctica, Eurasiana, Pacífica, Norte e Sul Americana;
Menores: Filipinas, Juan de Fuca, Cocos e Caraíbas.
N.B: As diferentes placas estão em continuo movimento, tanto em relação umas com outras como em relação ao eixo de rotação da terra.
Os deslocamentos são apenas de alguns centímetros por ano.
Correntes de convecção: a teoria das correntes de convecção pressupõe a existência, no seio do manto, de extensos reservatórios de energia térmica. Nas zonas de maior concentração de calor, as elevadíssimas temperaturas dos materiais não só os tornam menos densos do que as rochas envolventes como lhes conferem um carácter plástico, o que parece ser confirmado pela baixa velocidade das ondas sísmicas na astenosfera.
N.B: o movimento das placas é explicado pela acção das correntes de convecção no interior do manto, em consequência das diferenças de temperatura.
Agentes internos
A superfície terrestre está em lenta mas constante, transformação, em resultado da acção de dois conjuntos de agentes de efeitos opostos:
1.      Os agentes internos (ou construtivos) que originam as elevações, e os
2.      Agentes externos ( também chamados destrutivos ou ainda erosivos), que as desgastam e tendem a aplanar.

O relevo enrugado ou relevo dobrado: É resultado da actuação de forças interiores e compreende dois movimentos ou forças, nomeadamente:
Movimentos orogénicos: constituem movimentos lentos e tangenciais (horizontais) da crusta terrestre, que, por compreensão lateral da camada das rochas, as deformam e sobrelevam, gerando cadeias montanhosas , como os Andes, os Alpes, os Himalaias, etc.
Movimentos epirogénicos: são movimentos causados por forças ascendentes e descendentes, que actuam em áreas muito grandes, mas não deformam as rochas. Estes movimentos originam o levantamento e abaixamento de grandes blocos.

Exercícios
1.      O que é uma estrutura enrugada?
2.      O que são são movimentos epirogénicos?

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